A morte da Saúde ...
Hoje é um dia triste.
Hoje, entristecidos e inconformados, assistimos à perda de um componente muito importante para o equilíbrio da nossa sociedade:A Saúde.
Assassinada a sangue frio, de forma cruel e desumana, foi vítima de uma conspiração covarde, anti-ética e escancaradamente corporativista.
Anunciamos a morte da saúde.
Anunciamos a legalização da prática de um crime.
Crime praticado por uma classe que, por mais surreal que pareça, pouco parece se sensibilizar com a saúde: A Classe Médica.
Uma classe que se julga auto suficiente e única.
Uma classe que não respeita nem reconhece a autonomia, merecidamente conquistada, dos profissionais da área da saúde, tampouco o direito de escolha do cidadão comum.
E que comete o crime nefasto de priorizar interesses comerciais, tornando a promoção da saúde um interesse secundário.
A saúde não é patrimônio único da Medicina.
Não podemos retroceder e voltar no tempo, jogar fora, nas poucas linhas de um projeto criminoso, o que levamos tantos anos para conquistar.
Não podemos admitir a idéia de nos submetermos a profissionais muitas vezes menos qualificados que nós para a prática profissional.
Não podemos permitir que nos reduzam à humilhante condição deEmpregados do Médico.
Por mais absurdo que pareça isso está perto.
Esse é Projeto de Lei do Ato Médico.
Um projeto que não fere apenas os profissionais da saúde e nós, acadêmicos, mas também a sociedade no geral. Não apenas o Fisioterapeuta, o Psicólogo, o Terapeuta ocupacional, o Fonoaudiólogo, o Nutricionista são lesados com esse projeto.
Uma das maiores afetadas é a sociedade.
É o seu o José, que, impedido de escolher, entrega sua Síndrome do Pânico a destino de um cardiologista. É a dona Maria, que tem que deixar que sua dieta seja elaborada segundo a ordem de um neurologista.
É patético.
É ridículo.
É desumano, mas é um Projeto Federal.
Um projeto criminoso que torna atos privativos do médico a formulação do diagnóstico e a prescrição terapêutica de doenças.
Enfim, antes de passar pelos outros profissionais da saúde, o paciente tem que passar obrigatoriamente pelo médico, que decide o destino do mesmo. Isso torna em vão anos e anos que passamos nos dedicando à vida acadêmica.
A pergunta se torna inevitável: Qual o sentido de nós estudarmos tanto e consolidarmos nossas profissões se, no fim das contas, teremos que nos submeter à ordem médica? Esse projeto institui o monopólio e torna a saúde uma mercadoria, um bem a serviço da classe médica.
E quando falamos em saúde, estamos diretamente nos referindo à vida de pessoas, e não podemos tratar a vida de pessoas como se fossem mercadorias.
Não podemos permitir que todos os problemas de saúde sejam restritos à procedimentos de uma única categoria.
A categoria médica tem sua função e suas atribuições claramente reconhecidas, porém, não porta todas as práticas para a promoção, proteção e recuperação da saúde.
O Projeto de Lei do Ato Médico institui o monopólio e converte todos os outros profissionais ligados à área da saúde a subordinados.
Prioriza interesses de mercado.
Tira das pessoas o direito de escolha.
Tira dos profissionais da saúde a autonomia.
Brinca com a promoção da saúde.
E diante desse crime nos restam apenas duas opções: Nós, acadêmicos e profissionais da saúde, nos mobilizarmos e unirmos nossas forças, lutando contra a possível aprovação desse projeto, ou então, apenas assistirmos à saúde desfalecer à nossa frente e apenas dizer:
Descanse em Paz!
Texto escrito por:
Dênis Giovani Quim Roveri
4° Semestre de Psicologia
Universidade Católica Dom Bosco
Esse texto explica tudo!!!
Um Absurdo o ATO MÉDICO!
Sou ENFERMEIRA e tb estou nessa luta!
Deixe o seu comentário!!!
Obrigada!!! e Bjus...
